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Acredito que desde a guerra fria, nunca se falou tanto sobre geopolítica como em nossos dias, talvez devêssemos agradecer ao sr presidente Vladimir Putin por tal pauta em discussão, ou não. Fato é, que a geopolítica se tornou notória em nossos dias. Mas, o que é a geopolítica e qual seu papel e dinâmica em sala de aula?

Em simples palavras, a geopolítica refere-se às relações territoriais – disputa de território e poder regional ou local – que geralmente envolve os Estados Nacionais no plano internacional. Nesse caso, as ações ou práticas realizadas nas esferas do poder, quase sempre envolvem os Estados Nacionais que buscam promover o gerenciamento e o controle de seus territórios. Haja visto que, em dado momento, essa influência de poder atinge âmbitos que vão além do que realmente é pertencente a um determinado Estado. Mas, podemos ir além de questões fronteiriças ou territoriais; a geopolítica tem como premissa o estudo de influência em diversos aspectos, como: recursos geográficos, econômicos, sociais e culturais (violência, discriminação social, racial, religiosa, política e âmbitos culturais). Dessa forma a geopolítica não estará inserida apenas em sua abrangência do desejo de conquista do ser humano, ou a posse pelo território em busca de poder. Nesse interim, se assim o fosse, as relações diplomáticas e militares seriam de tempo em tempo acionadas. E, nesse ponto, nos faltara o que C.S.Lewis descreve em seu livro – Cristianismo Puro e Simples – “Uma pessoa vai à floresta colher alimentos e já a ideia de um fruto em vez de outro se formou no seu espírito. Depois, pode ser que se encontre um fruto diferente e não aquele em que se pensou. Esperava-se uma alegria e recebeu-se outra. Mas nunca tinha antes dado por isso… que no próprio momento do achado há no espírito uma espécie de ideia de afastamento, de por de lado. A imagem do fruto que não achamos continua a estar, por um momento, diante dos nossos olhos. E se desejássemos… se fosse possível desejar… podia lá continuar. Podíamos recusar o bem real; podíamos fazer com que o fruto real fosse insípido, à força de pensar no outro. [Eu] Pensava que nós seguíamos caminhos já feitos, mas parece que não os há. O nosso ir faz o caminho”.

Mas então qual a importância da geopolítica em sala de aula? Se Milton Santos estivesse aqui, já escreveria “por uma nova visão geopolítica em sala de aula”, nova porque os enlaces que nortearam a geografia tradicional limitavam o conhecimento do aluno a um mero conhecimento informativo. Em outras palavras, a memorização da descrição da geografia (alienado! Talvez); nesse caso, o conhecimento está limitado apenas em uma forma descritiva da sociedade inserida no meio; com a ascensão de uma geografia crítica, a percepção de conhecimento agora está em uma via de processo e não de Estado, onde a sala de aula é sim um laboratório de discussão, onde o professor se torna não mais um interlocutor de falácias mas, de distribuição de dúvidas, duvidas estas que geram questionamentos, que geram pesquisas, que geram opiniões, não opiniões prontas, mas conhecimento construído a partir de um breve “start”.

A geopolítica em sala de aula trará a tona o melhor de cada aluno, trará a verdade dos fatos, não dos argumentos, o projetor do ensino, motivará o florescer do conhecimento protagonizado por aqueles que desejam o que João descreveu por meio das palavras de JESUS “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” João 8:32

– por prof. Ronaldo César R. de Oliveira

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