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A possibilidade de poder desenvolver nas crianças e adolescentes a habilidade socioemocional do autoconhecimento é uma importante chave para que cada um possa cumprir seu papel insubstituível no mundo. Reconhecer e afirmar a identidade de nossos filhos é para eles uma mola propulsora. Onde você gostaria que seus filhos chegassem?

Infelizmente, nas relações humanas, algumas situações têm crescido e se levantado para retirar a validação de quem nossos filhos são. Uma dessas situações são as chamadas ações de intimidação sistemática – o Bullying. Seja por meios físicos e presenciais e, mais atualmente, por meios digitais – Cyberbullying –, esse tipo de conduta afeta o emocional e relacional de nossos filhos. Ações de conscientização e prevenção a esse respeito são de extrema importância nos ambientes em que as crianças e adolescentes estão inseridos como escolas, clubes e condomínios.

Mas, assim como o tema do Bullying é urgente, percebo a urgência de falarmos de estratégias para também desenvolvermos em nossos filhos competências e habilidades para lidar com as situações de nossas vidas. Por vezes já ouvi o emprego do termo Bullying em situações que não se configuravam ações sistemáticas de intimidação. Já vivenciei uma situação em que uma criança pequena, ao notar no amigo algo que lhe era novo em seu conhecimento recente de mundo, nomeou a seu modo e em seu pouco repertório de palavras tal característica. Contudo, essa mesma palavra soou como algo ruim para o amigo que, em conversa com sua família, aprendeu que aquilo era Bullying. Sim, o Bullying é real e possui efeitos muito sérios. Mas, talvez, conversar com uma criança e buscar compreender o porquê da emissão de um determinado comportamento ou fala, como da experiência que citei, seria uma forma interessante de ensinar as crianças sobre a beleza da individualidade presente em cada pessoa e, de quebra, auxiliá-los no ensino da resolução de possíveis conflitos.

É certo que nem sempre nos depararemos com pessoas que nos falarão palavras positivas, seja na escola ou no trabalho quando na vida adulta. Como reagimos quando uma palavra desagradável a nosso respeito chega até nós?

Lembram-se da ideia de autoconhecimento do início? Saber sobre quem somos, nos faz resilientes sobre as intempéries de intimidações sistemáticas, mas também de qualquer palavra ou situação que diga o contrário sobre quem alguém de fato somos. Isso aprimora o desenvolvimento da resiliência, uma importante chave que tanto nos ajuda a ensinar nossos filhos a lidar e se posicionar de forma segura contra situações de bullying, mas que também blinda o coração e traz um fortalecimento em relação ao entendimento de suas identidades únicas no mundo. Afirmem seus filhos. Afirmem a identidade de quem eles realmente são. Ajude-os em suas dificuldades. Sejam porto seguro que dê amparo para um posicionamento seguro no mundo. Ensine-os a lidarem com frustrações. Ensine-os a resolverem conflitos. Ensine-os para se posicionarem e serem resilientes, com ações sistemáticas e seguras de afirmação, respeito, confiança e amor.

Autoria: Jéssica Angélica dos Santos (psicóloga)

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